Categoria: Finanças

    Calculadora de Financiamento Online Grátis

    Antes de assinar contrato, descubra quanto vai mesmo pagar — parcela, juros totais e a diferença real entre Tabela Price e SAC.

    Price e SAC 100% gratuito Sem cadastro

    Atualizado em Junho de 2026 · Conteúdo revisado pela Equipe SóCalculadora. Ferramenta popular usada diariamente por brasileiros.

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    Use a taxa anunciada pelo banco e veja se a parcela cabe — lembre que existe ainda CET, seguros e tarifas.

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    Como funciona um financiamento?

    Um financiamento é um contrato em que uma instituição financeira empresta o valor necessário para você adquirir um bem — como carro, moto ou imóvel — e recebe esse dinheiro de volta em parcelas mensais acrescidas de juros. A taxa cobrada varia conforme o tipo de bem, prazo, perfil de crédito e política do banco.

    Ao usar nossa calculadora de financiamento você consegue visualizar rapidamente o valor da parcela, o total pago no fim do contrato e quanto você desembolsará apenas em juros, ajudando a tomar uma decisão consciente.

    Price ou SAC: qual escolher?

    No sistema Price, todas as parcelas têm o mesmo valor — ideal para quem busca previsibilidade no orçamento. Já no SAC, o valor das parcelas começa mais alto e diminui ao longo do tempo, porque a amortização é constante. No final, o SAC costuma resultar em menos juros pagos.

    Para imóveis com prazos longos, o SAC tende a ser mais vantajoso. Para empréstimos e financiamentos curtos, o Price oferece maior conforto e diferença pequena no custo total.

    Como pagar menos juros?

    • • Dê a maior entrada que conseguir sem comprometer sua reserva de emergência.
    • • Escolha o menor prazo possível — quanto mais longo, mais juros.
    • • Compare o CET (Custo Efetivo Total) entre bancos, não apenas a taxa nominal.
    • • Use a portabilidade de crédito quando houver propostas mais baratas.
    • • Antecipe parcelas sempre que possível: a redução de juros pode ser expressiva.

    Price x SAC

    Comparando os dois sistemas lado a lado

    A escolha entre Price e SAC muda o fluxo de caixa e o total de juros pagos. Veja as diferenças práticas.

    CaracterísticaTabela PriceSAC
    ParcelasFixas do início ao fimComeçam altas e diminuem
    AmortizaçãoCresce com o tempoConstante todo mês
    Juros totaisMaiorMenor
    PrevisibilidadeExcelenteExige reserva inicial
    Indicado paraPrazos curtos / orçamento apertadoImóveis e prazos longos

    Erros comuns ao contratar financiamento

    A maioria dos arrependimentos vem de decisões tomadas com pressa. Antes de assinar, evite estes tropeços.

    • 1Comparar bancos só pela taxa de juros, ignorando o CET (que inclui seguros, IOF e tarifas).
    • 2Comprometer mais de 30% da renda mensal com a parcela — qualquer imprevisto vira inadimplência.
    • 3Estender o prazo ao máximo só para caber no bolso — em 30 anos você paga 2 a 3× o valor do bem.
    • 4Esquecer dos custos paralelos: ITBI, registro, escritura, seguro prestamista e MIP.
    • 5Não usar a portabilidade de crédito quando a Selic cai — bancos competem por bons pagadores.

    Decisão consciente

    Antes de financiar, faça estas 4 perguntas

    Perguntas simples que mudam completamente o resultado da sua decisão financeira.

    Cabe no orçamento?

    Soma com aluguel, contas e gastos fixos não pode passar de 50% da renda líquida.

    Posso adiar e juntar mais entrada?

    Cada 10% adicional de entrada reduz proporcionalmente os juros totais.

    Vale a pena alugar enquanto isso?

    Em alguns cenários, alugar e investir a entrada rende mais que financiar.

    Tenho reserva de emergência?

    Nunca use 100% da reserva como entrada — mantenha 6 meses de despesas.

    Perguntas frequentes

    Sim, na maioria dos casos. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e, consequentemente, menor o total de juros pagos. Em financiamentos longos, como imóveis, uma entrada generosa pode economizar dezenas de milhares de reais ao final do contrato.
    Depende. Se você precisa do veículo para trabalhar e não tem o valor à vista, pode compensar — desde que a parcela caiba no orçamento sem comprometer mais de 30% da renda. Procure prazos curtos e taxas competitivas para reduzir o impacto dos juros.
    CET (Custo Efetivo Total) é a taxa que representa todo o custo do financiamento: juros, IOF, seguros, tarifas e demais encargos. É o número mais importante para comparar propostas entre bancos, pois revela o real custo do crédito.
    No SAC você paga mais no início, mas o total de juros é menor. No Price as parcelas são fixas, o que facilita o planejamento, porém o custo total tende a ser maior. SAC costuma ser mais vantajoso para imóveis; Price para prazos curtos.

    A pergunta que o vendedor não vai fazer pra você

    "Quanto eu vou pagar no fim das contas?" Em um financiamento imobiliário de 30 anos, é comum o comprador devolver ao banco 2 a 3 vezes o valor do imóvel. Em carro, 1,4 a 1,8 vezes em 60 meses. O número da parcela esconde esse total — por isso simular antes muda a decisão.

    Outra coisa que vale lembrar: comparar bancos só pela taxa de juros é incompleto. Olhe o CET (Custo Efetivo Total), que junta seguros, IOF e tarifas. Dois bancos com a mesma taxa nominal podem ter CETs muito diferentes.

    Quando usar este cálculo

    Use a calculadora de financiamento antes de assinar qualquer contrato — seja um carro, uma moto, uma reforma ou um imóvel. Simular permite comparar bancos, descobrir o impacto real da entrada e saber, com clareza, quanto você vai pagar de juros até a última parcela.

    Ela também é útil para decidir entre SAC e PRICE, projetar o efeito de uma amortização extraordinária e checar se a parcela cabe no orçamento sem comprometer mais de 30% da renda — limite recomendado por especialistas.

    Erros comuns ao calcular

    • 1Olhar só a parcela e ignorar o CET (custo efetivo total), que inclui IOF, seguros e tarifas.
    • 2Confundir taxa nominal com taxa efetiva: 1% ao mês ≠ 12% ao ano.
    • 3Esquecer do seguro prestamista e da TR no financiamento imobiliário, que somam milhares de reais ao final.
    • 4Comparar propostas com prazos diferentes — quanto maior o prazo, maior o juro total mesmo com parcela menor.
    • 5Ignorar a possibilidade de amortização extra, que reduz prazo ou parcela e economiza juros.

    Dicas práticas

    • Sempre que possível, dê uma entrada de 20% a 30% — reduz drasticamente o juro total.
    • Compare ao menos 3 bancos: a diferença de 0,2% ao mês vira muito dinheiro em 30 anos.
    • Use o simulador de juros compostos para projetar quanto renderia o valor da entrada se investido.
    • Antes de fechar, peça o contrato com o CET por escrito. Banco é obrigado a informar.

    Exemplos reais

    Carro de R$ 60.000 — entrada de 20% em 48 meses

    Financiando R$ 48.000 a 1,8% ao mês pela tabela PRICE, a parcela fica em torno de R$ 1.485 e o total pago chega a R$ 71.280 — quase 50% só de juros sobre o valor financiado.

    Imóvel de R$ 350.000 — SAC em 30 anos

    Com 20% de entrada (R$ 70.000) e taxa de 10% ao ano + TR, a primeira parcela do SAC fica em torno de R$ 3.100 e a última em R$ 950. Total de juros ao longo do contrato ultrapassa R$ 420.000 — por isso adiantar parcelas faz tanta diferença.

    Entenda em profundidade

    A diferença entre SAC e PRICE não é apenas estética. No SAC, a amortização é constante e os juros caem mês a mês — parcela inicial maior, mas total pago menor. No PRICE, a parcela é fixa, mas você paga mais juros no começo e amortiza menos.

    Se você pretende quitar antecipadamente, o SAC tende a ser melhor, porque o saldo devedor cai mais rápido. Para parcelas previsíveis e prazo curto, o PRICE pode ser mais confortável no orçamento.

    Taxas e limites vigentes em 2026

    As taxas de financiamento variam por modalidade e instituição. A tabela abaixo consolida referências oficiais do Banco Central e regulamentações vigentes para as principais linhas de crédito em 2026.

    ModalidadeTaxa média referencialPrazo máximo usualObservação
    Crédito imobiliário SFH (SBPE)TR + até 12% a.a.420 meses (35 anos)Limite SFH: R$ 1.500.000 (2026)
    Crédito imobiliário SFIIPCA + spread ou taxa fixa360 mesesSem limite de valor
    Financiamento de veículo (CDC)conforme tabela BCB — consulte bcb.gov.braté 60 mesesAlienação fiduciária
    Crédito pessoal não consignadoconforme tabela BCBaté 48 mesesSem garantia real
    Consignado público (federal)Teto definido por portaria MPS/ME — gov.br96 mesesMargem consignável 35% da renda
    Consignado INSSTeto regulamentado INSS/MPS84 mesesMargem consignável 35% + 5% cartão

    Fonte: BCB — Taxas de juros · Minha Casa Minha Vida — vigente em 2026.

    Quando aplicar / Casos reais

    Exemplos práticos para entender o impacto de diferentes condições de financiamento.

    Exemplo 1 — Imóvel R$ 400.000 pelo SFH

    Entrada de 20% (R$ 80.000) · Financiado: R$ 320.000 · Taxa: TR + 10,5% a.a. · 360 meses (SAC) → parcela inicial ≈ R$ 3.680; última parcela ≈ R$ 910. Total pago ≈ R$ 740.000 (sem correção TR).

    Exemplo 2 — Carro R$ 60.000 em 48x

    Entrada de R$ 12.000 · Financiado: R$ 48.000 · Taxa: 1,4% a.m. · Parcela (PRICE) ≈ R$ 1.365 → Total pago ≈ R$ 65.520. Custo efetivo total (CET) inclui IOF e seguros.

    Exemplo 3 — Consignado INSS R$ 15.000

    Beneficiário com renda de R$ 2.500 · Margem consignável (35%): R$ 875/mês · 84 parcelas à taxa teto regulamentada → verifique o CET antes de contratar para comparar com outras modalidades.

    Exemplo 4 — Comparativo SAC vs. PRICE

    Para R$ 200.000 a 10% a.a. por 20 anos: SAC → parcela inicial R$ 2.500, total pago ≈ R$ 310.000; PRICE → parcela fixa ≈ R$ 1.930, total pago ≈ R$ 463.200. SAC é mais barato no longo prazo.